Mulher

Na falta de palavras te chamo MULHER

Meu mundo era perfeito, ordenado, com uma leve complexidade… tudo no lugar certo. Eu vivia meio solitário, minhas companhias eram o criador eu mesmo e os animais, não necessitava de mais nada, More »

Ah, isso é bobagem – Atos Cap. 20:18-37

“Vocês sabem como vivi todo o tempo em que estive com vocês, desde o primeiro dia em que cheguei à província da Ásia. Servi ao Senhor com toda a humildade e com More »

EINSTEIN

TEORIA DA MEDOCRIDADE

Ótimo texto do Blog do Einstein (Blog do Além) por “Einstein”, Dia desses, um artigo no New York Times me chamou a atenção. Também pudera, o texto tinha como ilustração aquela maldita More »

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Fragmentos…

Como se já estivesse programado, como se esperado… tudo mudou em mim… e frente ao espelho, não há como negar nada, como esconder nada, apenas aceitar o seu julgamento frio, preciso e More »

papo

Papo de alma

É uma conversa de almas, convidativas na dança Bailam numa valsa sem música, por não precisar de mais nada. Isso é total redundância, se num abraço e em verdade Você dizer que More »

Bem mais que um relojoeiro


Ao amigo Alan Spósito, que dias atrás teve um sonho onde um relojoeiro perdia a peça mias importante de seu relógio e o fazia procurar a peça por toda a cidade, pois sem a peça ele não conseguiria jamais mexer no seu tempo…

“Tudo o que você precisa, é se encontrar com o tempo, mas me refiro ao seu tempo. Não falo de tuas obrigações, desejos, planos, sonhos… Esse nunca foi o teu tempo, e quanto a isso, deixa comigo! De tudo isso cuidarei eu. Vejo como você corre atrás do tempo, mas do tempo errado. Não siga o rumo doentio e ansioso da humanidade. Você corre como quem tem pouco tempo para tanta vida. Trabalho, estudos, igreja, família, amigos… As vezes cometes a loucura de ir de todo ao teu tudo e na ansiedade, no desespero, sempre olha para o relógio como quem procura o tempo, como se assim, pudesses o encontrar. Então, a partir de agora, quero que procures por toda a cidade onde está o teu tempo. O relógio que me entregaste é belo, perfeito e dele tirei a peça mais importante, sem a qual não passará mais um segundo e acredite rapaz, se você não a encontrar, perderá tudo o que você entende por tempo, mas espero que entendas, se você não a encontrar, finalmente o tempo que de fato é teu, nunca passará. E quando chegares, onde quer que chegares, poderás ficar. Conversar uma conversa inteira, encontrarás o tempo para sorrir, para chorar, fazer o que se faz na vida sem nunca olhar para o relógio. Pois é assim que a vida acontece e se faz aproveitar. Marcar o que se deve acontecer? Por que? Deixa comigo! Confia em mim! Vai e vive! E o amor que te dei, te dirá o que se deve fazer, como se deve proceder… Te garanto que bem antes do que imaginas entenderás que não fostes feito para o tempo, mas para a Eternidade.

Bem mais que um relojoeiro, seu amigo e Senhor do tempo!”

por Rodrigo Leonardo

Na falta de palavras te chamo MULHER

Meu mundo era perfeito, ordenado, com uma leve complexidade… tudo no lugar certo. Eu vivia meio solitário, minhas companhias eram o criador eu mesmo e os animais, não necessitava de mais nada, afinal, o que mais eu poderia querer? Meus dias eram simples, rotineiro, dar nome às plantas e animais, contemplar a natureza que é perfeita e ordenada. Um sol tímido, céu nublado, flores sem graça embora perfeitas, a noite fria me acostumou com o frio, meus diálogos eram sempre um monólogo ou uma conversa com o criador embora eu nem sempre entendesse o que ele dizia quando me fazia ter saudade de algo que nunca tive.

Um dia dormi profundamente e quando acordei, Ah, percebi que as palavras são inúteis para nomear e descrever as coisas mais belas, mal conseguia abrir os olhos tão forte era o clarão do sol refletido nos teus olhos brilhantes e em teu sorriso doce. O céu estava azul como nunca antes havia visto, era tudo muito novo e eu precisava acostumar meus olhos para tão espetacular beleza, os campos floridos e pela primeira vez pude perceber com profundidade a beleza das flores e me veio à mente chamar aquele momento de primavera.

À medida que o dia passava percebia quanta coisa maravilhosa, como eu nunca tinha visto o mundo dessa forma, com tanta beleza? você passou a reorganizar meu olhar, meu dia, minhas ordens, meu mundo, embora ainda não tivesse me aproximado de ti, nem sabia como fazê-lo, até que depois de muito te observar, me aproximei e você falou. Ahhhhhh quisera os cantos mais belos dos pássaros se assemelharem a tua voz, era ensurdecedora de tão bela, e a cada aproximação tua me sentia mais impotente e pequeno diante de tanta beleza, simplicidade, doçura e complexidade, mal sabia eu o que me esperava, meu mundo perfeito e sem graça viraria um maravilhoso e delicioso caos.

Depois de um longo período de conhecimento mútuo conseguimos ser expulsos do paraíso, e comecei a perceber que o mundo não é ordenado, é mais complexo do que posso imaginar e que embora caótico tudo tenha seu lugar e espaço. Se antes me senti miúdo diante de ti, hoje me sinto mais ainda diante da complexidade que é se relacionar com você, da grandeza de espírito que tens da força que se mostra na fragilidade, da capacidade de gerar e cuidar da humanidade de como és incansável 24 horas por dia todos os 365 dias do ano. Começo a perceber que ainda sofro da mesma síndrome de impotência das palavras para te definir e qualificar.

Hoje vejo o mundo complexo e caótico, mas de uma beleza e organicidade imperscrutável, você me abriu os olhos para ele, afinal, quem disse que eu quero aquele mundo sem graça, sem você? Assim como a vida do homem é pautada pelo pecado e é o pecado que define a condição humana, assim sou eu com você, totalmente dependente, no nascer, no crescer, do prosseguir da vida, na velhice… embora tenha vivido sem ti algum tempo hoje se tornou impossível… mãe, esposa, irmã, amiga, cuidado, carinho, afeto, ternura, sensibilidade, amor… e a velha síndrome da impotência das palavras me assalta novamente.

por Emmanoel Jetro

 

Pedra de Amolar

 

Aquele que comigo,
quando eu choro,chora
Aquele que comigo dança,
A este jamais direi:
Ora,não me amoles
Porque se como o ferro com ferro se afia
Afia o homem a seu amigo
Isto hoje te digo: Podes me amolar!
Ó Deus, dá que quando entre eu e meu amigo
Houver atrito a ponto de sair faísca de fogo
Que eu não me desaponte porque esse tal
É enviado teu pra que eu não fique cego
Porque cego não vê que sem o esmeril
Se perde o fio, o gume
Quem pode perceber, não perde a comunhão,assume
Estende a mão, aceita
A pedra de amolar

por Roberto Diamanso

Ah, isso é bobagem – Atos Cap. 20:18-37

“Vocês sabem como vivi todo o tempo em que estive com vocês, desde o primeiro dia em que cheguei à província da Ásia.
Servi ao Senhor com toda a humildade e com lágrimas, sendo severamente provado pelas conspirações dos judeus.

Vocês sabem que não deixei de pregar-lhes nada que fosse proveitoso, mas ensinei-lhes tudo publicamente e de casa em casa.

Testifiquei, tanto a judeus como a gregos, que eles precisam converter-se a Deus com arrependimento e fé em nosso Senhor Jesus.

“Agora, compelido pelo Espírito, estou indo para Jerusalém, sem saber o que me acontecerá ali,
senão que, em todas as cidades, o Espírito Santo me avisa que prisões e sofrimentos me esperam.

Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus.

“Agora sei que nenhum de vocês, entre os quais passei pregando o Reino, verá novamente a minha face.

Portanto, eu lhes declaro hoje que estou inocente do sangue de todos.

Pois não deixei de proclamar-lhes toda a vontade de Deus.

Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue.

Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho.

E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos.

Por isso, vigiem! Lembrem-se de que durante três anos jamais cessei de advertir a cada um de vocês disso, noite e dia, com lágrimas.

“Agora, eu os entrego a Deus e à palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados.

Não cobicei a prata nem o ouro nem as roupas de ninguém.

Vocês mesmos sabem que estas minhas mãos supriram minhas necessidades e as de meus companheiros.

Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’ “.

Tendo dito isso, ajoelhou-se com todos eles e orou.

Atos 20:18-36

TEORIA DA MEDOCRIDADE

Ótimo texto do Blog do Einstein (Blog do Além)

por “Einstein”,

Dia desses, um artigo no New York Times me chamou a atenção. Também pudera, o texto tinha como ilustração aquela maldita foto onde apareço de língua de fora. Falo maldita porque na ocasião em que foi clicada, quis apenas estragar os instantâneos dos paparazzi que me importunavam, mostrando a língua a eles. O efeito foi o contrário. Acabei por alimentar ainda mais a imagem de gênio irreverente, distraído e não preso às convenções. Cristalizei o mito que nunca gostei de encarnar. Mas já não reclamo mais. Se isso anima as plateias, tudo bem. Com base nesse episódio, cheguei à seguinte formulação: Entretenimento é igual a mentira vezes casualidade ao quadrado. E= mC2.

Mas voltando ao artigo do NYT, nele Neal Gabler sustenta que as ideias não são mais o que eram antes. As atuais não incendeiam debates, não incitam revoluções nem alteram a maneira como vemos e pensamos o mundo. Há uma falta de gênios públicos. Gabler não acha que as mentes de hoje sejam inferiores às das gerações passadas. O problema não é de burrice. A questão é que ninguém dá a mínima para as grandes ideias. Prestamos atenção só naquelas que podem ser monetizadas. Daí o fascínio pelos empreendedores da web. Para Garber, a Era da Informação transformou todos em acumuladores de fatos e não em pensadores. Maldita internet.

Não discordo por completo do articulista. E acrescento outros aspectos. Em parte, a falta de gênios se deve às redes sociais. Você começa a seguir alguém que considera genial e em poucos postsa pessoa se revela uma besta. Não há mito que resista à proximidade e ao excesso de microfone. A exaltação aocrowdsourcing, modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet, também dilui a importância e a aparição das grandes cabeças. O problema do crowdsourcing é que ele não rende boas estátuas. Os parques não estão preparados para monumentos tão grandes. Além disso, o único gênio desses esquemas colaborativos é o cara que faz o grupo todo trabalhar de graça em seu benefício.

Outro fator que dificulta a identificação de gênios é o uso indiscriminado desse qualificativo. Chama-se de gênio o DJ de fim de semana, a segunda voz da dupla sertaneja, o sujeito que desenhou um novo furador de coco. Há até técnico de futebol, sem grande expressão, que atende pela alcunha de Geninho. O amor sofre do mesmo mal. Esse sentimento, antes elevado e raro, banalizou-se. Amam-se bolsas, cachorros, dietas e tablets. Não amo muito tudo isso.

Mas há uma questão que Glaber não considera. Ser gênio é bom só para consumo dos outros. Viver como um não é tão delicioso. Não falo só da dificuldade de se relacionar com as coisas mundanas e calçar as meias de uma mesma cor. A genialidade é uma anomalia, uma doença cujos sintomas externos enganam: fama, poder e admiração. No entanto, esse estágio, na maioria das vezes, só é alcançado depois da morte ou nos estertores da vida. Quando ela é precoce, se consume ou é consumida rapidamente. O gênio é visionário e como tal passa boa parte da sua carreira na incompreensão. As grandes mentes, em geral, são acompanhadas de obsessões, compulsões, manias e comportamento antissocial. A lista de perturbados pela sua própria genialidade é enorme. Bach, Munch, Michael Jackson, Kant, Santos-Dumont, Marlon Brando, Nietzsche, Van Gogh e Dostoievski, só para citar alguns.

Espero que o último parágrafo tenha lhe servido de consolo e faça você retornar ao Facebook aliviado e sem culpa.

 

Uma parte do meu egoísmo

Eu bem queria entregar meu coração, para quem quisesse com amor de mim cuidar
mas não tem jeito, para o amor não levo jeito, não consigo ter no peito outra vontade de amar
Peço desculpas, amar forçado não tem graça, o beijo e o abraço não diz nada quando a alma quer calar
Moça, desculpa, eu tentei mas não tem jeito, é pior para o meu peito, deixa ele se curar de toda dor.

 

Muito emocionante, muito intenso e muito, muito belo

“Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação”.
Mario Quintana
É com muita alegria que compartilhamos aqui neste blog a históriasurpreendente de amor e fé que temos vivido com nossa amadafilha Vitória de Cristo.
Com doze semanas de gestação, descobrimos que nosso primeiro e tão esperado bebê tinha um grave problema chamado acrania. Não havia se formado nele a calota craniana, e com a ausência de osso e de pele acima da cabeça, as estruturas cerebrais presentes estavam expostas e seriam danificadas em contato com o líquido amniótico. Ficamos sabendo que esse tipo de malformação é incompatível com a vida e que nosso bebê morreria logo após nascer. Provavelmente ela nasceria com anencefalia  e viveria apenas poucas horas. Por isso poderíamos buscar judicialmente o direito de interromper a gestação. Se decidíssemos continuar, não havia garantia de que esta chegaria até o final: o bebê poderia não resistir, e eu, sua mãe, poderia enfrentar alguns problemas como aumento de líquido amniótico e um parto complicado. Não era uma criança viável, e a morte era inevitável, mais cedo ou mais tarde, foi o que ouvimos. 

Apesar de conscientes da gravidade da situação, decidimos acreditar que Deus poderia mudar esta sentença e fazer o milagre de curar nosso bebê, permitindo que ele fosse curado e sobrevivesse após seu nascimento. Enquanto nosso bebê estivesse vivo, pediríamos a Deus por ele todos os dias, e buscaríamos fazê-lo se sentir muito amado e bem-vindo. Logo descobrimos que se tratava de uma menininha, e escolhemos para ela o nome de Vitória de Cristo, pois além de consagrá-la a Deus, também acreditamos que é pelo sacrifício perfeito de Jesus na cruz que hoje temos esperança de uma nova vida, livres do pecado, da doença e da morte.

Pela nossa fé em Cristo, decidimos não viver um luto antecipado. Enquanto há vida, vamos celebrar a vida, foi o nosso pensamento. Decidimos amá-la da mesma maneira que temos sido amados por Deus, de forma individual, única e incondicional, sem rejeição, sem medo, sem nunca desistir. Em meio a muitas orações e lágrimas, vivemos momentos de grande alegria durante a gestação, vendo nossa filhinha crescer, começar a se mexer e chutar minha barriga todos os dias.
Não houve nenhuma intercorrência na gestação, nem mesmo aumento de líquido, ao contrário, nunca me senti tão feliz, bonita e livre como nos dias da gravidez. Recebemos um lindo chá de bebê feito por amigas queridas, preparamos todo o enxoval com o que de melhor pudemos comprar, e no dia 13 de janeiro de 2010 nossa amada filha nasceu de parto cesárea (que também foi tranquilo e sem intercorrências), com 38 semanas, pesando 1.785 kg e medindo 38 cm, e foi levada para a UTI Neonatal. Contrariando tantas previsões de morte, o que vimos foi uma criança cheia de vida, linda e tranquila, e ficamos maravilhados e gratos a Deus pelo privilégio de poder conhecê-la, carregá-la no colo e passar momentos inesquecíveis juntos.
E para a surpresa geral, a história não terminou aí! Apesar do crescimento restrito, ela nasceu bem, ficou dois dias na incubadora e no terceiro dia já estava no berço, em ar ambiente, começando a mamar na mamadeira. Mas ela enfrentou muitos desafios, várias infecções, dificuldade para ganhar peso, e por isso não pôde deixar o hospital. Em cada intercorrência, contudo, ela surpreendeu a todos com uma grande vontade de viver e incrível capacidade de recuperação. Após quatro meses de internação, surgiu uma possibilidade de cirurgia para reconstrução da calota craniana, que foi feita dia 19 de maio de 2010, com muito sucesso. E um mês depois ela pôde finalmente ir para casa saudável, respirando sozinha, mamando, vivendo!
Ninguém pode explicar como ela pôde sobreviver, contrariando toda a literatura e todas as previsões médicas durante o pré-natal. Exames realizados após seu nascimento mostraram que ela possui uma massa cerebral malformada, com algumas estruturas não reconhecidas, que podem ou não ter alguma função, e apresenta muitas reações. Diferente do que foi previsto na gestação, e do que se imaginou assim que ela nasceu, ela não desenvolveu anencefalia total, mas houve tecido cerebral preservado que tem permitido que ela viva e se desenvolva. Ela já recebeu diagnósticos diversos, desde anencefalia incompleta até encefalopatia crônica não-evolutiva. Como ela tem contrariado todas as regras, não é possível dizer ao certo até onde ela poderá chegar, já que tudo que ela tem feito é surpreendente e imprevisto. Pela fé, nós cremos que Deus continuará fazendo muitos milagres na sua vida, abençoando seu desenvolvimento de forma surpreendente.

 

Cada dia vivido com ela tem sido único e maravilhoso. A Vitória é uma criança adorável, sensível, delicada, tranquila e de personalidade marcante. A sua vida tem sido para nós um lembrete de que Deus existe, é poderoso e muito bom. Uma prova do quanto cada um de nós é muito amado por Ele.

http://amadavitoriadecristo.blogspot.com.br/

Um Chico profeta para não se esquecer…

O homem lamenta: “Ainda falta tanto tempo pro verão chegar não é profeta? Que pena…”

O profeta responde: “Não vejo porquê sentir pena, o verão é lindo, mas as outras estações também o são. Todas elas são parte de um mesmo processo, é como um rio, ele deve ser considerado como um todo, as corredeiras, as cascatas, as calmarias, são partes de um todo. Amar apenas ao verão limita a criatura, a natureza é linda assim, como é! Devemos ter um modo de amar cada estação e de compreendê-la. As folhas caem no verão desnudando a natureza para que a neve a vista de branco logo depois e em seguida o renascimento na primavera, como tudo é lindo no reino de Deus, feio pode ser o modo como encaramos, siga o fluxo natural do Criador e compreenderá muito mais sobre a sua natureza interior, o homem é o reflexo disso, o homem é o reflexo de Deus, respeite o Criador e dentro de você será sempre primavera!”

 

O amorticida

Sem forças ele tenta seguir pela a avenida. Ameça levantar o pé esquerdo e   quando levanta, nem imagina ele que atrás dele tudo para, mal percebe que adiante tudo também para. Para-se o transito, o ruído dos motores, os ciclistas também param. Para-se o beijo mais apaixonado, do mais novo casal da cidade. No meio da cidade, no meio da praça, no meio da gente ele passa e no meio tempo do seu passo cambaleante que mais lembra um bêbado sem graça, tudo que está por perto, todo ser que o avista de longe, tudo para. Quase se ouve ao fundo alguma melodia triste, mas misteriosamente, na metade do primeiro compasso, toda vontade de canção passa. Concluindo o movimento quase falso e totalmente inseguro do seu passo, o mundo tenta mais um giro, alguém ensaia um discurso, outro alguém bate palmas, copiosamente toda cidade, de forma discreta enxuga ao menos uma lágrima. Tudo volta ao normal e a banda fúnebre da cidade ensaia mais uma canção bonita. Amanhã de tarde, mais um homem, com aquele mesmo nome de sempre, com aquela mesma cara, quase morrerá de amor.

por Rodrigo Leonardo

Fragmentos…

Como se já estivesse programado, como se esperado… tudo mudou em mim… e frente ao espelho, não há como negar nada, como esconder nada, apenas aceitar o seu julgamento frio, preciso e silencioso. Nada pessoal, apenas verdades que insistimos fingir não ver… E sem música, errei o passo da dança e dancei desconcertado, sem saber que minha vida era um palco de teatro, com um mocinho “mascarado” segurando a minha mão… e então, no fim do ato, tudo foi revelado, tudo era pura ilusão… as cortinas se fecharam, o teatro esvaziou, sem o murmúrio das vozes, o eco das gargalhadas, sem o som dos aplausos… o que restou? O fim? Não, não era o fim… não se pode dar cabo ao que é efêmero… este tipo de coisa tem prazo de validade, e expirou, por si, por mim, por nós! Hoje, ignoro meu caminho, e estranhas atitudes, parece pertencerem-me ainda mais… tenho medo de ter me encontrado e de ser esse estranho que agora me visita… as respostas mudaram as perguntas e tudo que era confuso parece tão claro neste momento… a frieza, a dureza, as costas que dou, não acreditava ser minha natureza, não parece quem sou… ou fui… creio que me perdi, ou será que me encontrei? Sinceramente não sei… Em algum momento desse dia nublado eu consumi o que havia de bom em mim, juntei os pedaços da minha ingenuidade com o rosto em brasa de vergonha e corri pra me esconder, e entre lágrimas e soluços contidos, tentei colar os cacos do meu “eu” ferido e o resultado eu nem posso ver… me choquei ao entender que sofria por mim e não por você, percebi que sonhava sozinha, que lutava sozinha, que esperava o que nunca veria chegar… Então, o que posso dizer, agradeço a você que me fez distinguir, o quanto deixei de viver, o tanto que fui mais você, mergulhada em fantasia… de quimera eram meus dias, mas, não enxergava a utopia deste sonho nefasto, e agora já roto, já gasto, perdeu por completo o valor, e posso dizer sinceramente que o que tive poderia ser qualquer coisa, menos amor…

por Lu Marinho